terça-feira, 29 de julho de 2008

Cabo Frio ♥

É, eu já tava até me acostumando à vida boa de férias na praia. Mas, fazer o que, né? Tudo que é bom acaba uma hora, senão fica normal.
Levantar tarde, tomar café, trocar de roupa e ir prá praia. Andar muito, quase ser levada pela correnteza, ok ok! Comer bobagens, voltar prá casa, almoçar uma boa comida mineira, sair de novo, ver o povo da cidade, bater perna. Voltar para casa, trocar de roupa, sair, comer e beber. Fazer bolões, conhecer cariocas, mineiros, mineiros frustrados por não serem cariocas (famoso povo de 'Juix de Foara'), portugueses, mexicanos (e nada do argentino!) e até quem parece ser paulista. Se divertir, voltar prá casa, conversar até ser linchada pelas companheiras de quarto e capotar na cama, prá começar toda essa bagunça outra vez.
Me trarão grandes recordações sempre que lembrados: Praia do Forte, Malibu, ok ok!, pizza em cone, strudel/vivalma, Thyagão plastificado, exculacho, dichavar, esplanar, dedinho, e muito mais. Tudo isso porque as novinhas dança pampa, parampatipampampan, ops, porque o Gui é... Tá, isso tá muito cheio de internas, vou parar por aqui.
Conheci lugres maravilhosos. Pessoas das quais nunca vou me esquecer. Sem falar que o tic-tac era 50 centavos! Se você nunca foi a Cabo Frio, só essa última razão já é um motivo mais do que justo. Coorre lá !
Photobucket/ouvindo: offline - sete à uma.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Gravatas e sua (in)utilidade


Hoje eu estava numa loja de ternos e me peguei pensando: qual é, exatamente, a utilidade de uma gravata? Discutindo com mamãe e titia, cheguei à seguinte conclusão, acatada por todos com quem conversei nos momentos seguintes: não há nenhuma utilidade prática para uma gravata.
Isso pode soar estranho na primeira vez que lemos, mas é a mais pura verdade, a gravata é inútil. Apenas um pedaço de pano usado tendo em vista fins estéticos. Uma meia, pelo contrário, tem lá sua utilidade: esquentar e protejer os pézinhos de quem as usa. Um prendedor de cabelos, prender os cabelos (dã!). A gravata, coitada, é o patinho feio da galera dos acessórios. Uma Paris Hilton no meio de um bando de Clarices Lispectors (não leve a mal, aaamo a Paris).
Pensei: ela deveria ter alguma utilidade quando foi criada. Mas desobri que ela vem dos lenços.
Os primeiros indícios do uso de acessórios semelhantes a uma gravata datam do terceiro século A. C.. Durante algumas escavações, em 1974, foram desenterrados 7.500 corpos de guerreiros chineses. Todos tinham no pescoço um tipo de lenço, vagamente parecido com uma gravata.
No entanto, o que realmente originou o uso da gravata em larga escala em todo o mundo foi a Guerra dos Trinta Anos, que devastou a Europa durante o século XVII. Esta guerra colocou o Sagrado Império Romano contra a Aristocracia Boêmia Protestante. Os franceses, pertencentes ao segundo grupo, tinham seu exército formado quase que inteiramente por mercenários. Dentre eles havia um grupo de guerreiros croatas, que tinham como parte da vestimenta um tipo de lenço no pescoço, semelhante ao que seriam as gravatas pouco depois. Os guerreiros franceses, então, começaram também a utilizar este adereço. Ao fim da guerra, a aristocracia francesa, buscando assemelhar–se a seus guerreiros para conquistar a simpatia do povo, começou também a usar os lenços no pescoço. O rei da Inglaterra, saindo de seu exílio na França, levou a seu país a nova moda. A partir daí, o uso das gravatas se espalhou por toda a Europa, ajudado pelo frio daquela região, já que aqueciam o pescoço das pessoas. Com a expansão marítima, o uso se espalhou também pelos novos continentes.
Não seria melhor, então, continuar usando os lenços? As gravatas são menores e, portanto, cobrem menos o pescoço e, logicamente, esquentam-no menos. São inúteis e fúteis. Fiquei arrasada quando percebi isso. Sério.
Photobucket/ouvindo: css (disco novo!)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Férias - desespero parte III + cd

Férias = atoísmo sem fim.
Mesmo tendo um milhão de coisas para fazer, mesmo já tendo até planejado o que fazer, as férias não me permitem começar minha lista. Ops, minto! Já fiz algumas coisas sim!
Mas, porém, contudo, todavia, resolvi gastar meu tempo ultimamente me cadastrando em diversos sites de utilidade duvidosa. Deixe-me explicar melhor: sites que têm, de fato, uma utilidade, mas sem os quais eu poderia viver. Exemplos: deviantArt, COLOURlovers, camiseteria, freela, metacafe e plurk. Mas até que eles são legais.
[Para a lista completa, clique aqui.]

Agora, sobre o cd...
O nome da banda é Winterland e, do cd, being a house guest.
Foi feito a partir das seguintes instruções:
I. O título desse verbete aleatório da Wikipedia será o nome da sua fabulosa banda.
II. As quatro últimas palavras da última frase dessa página de citações formarão o nome do seu disco.
III. A terceira foto dessa página do Flickr será a capa do seu disco.
IV. Diga em que blog viu o meme.

Photobucket/ouvindo: los hermanos

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Férias - desespero parte II

[posts anteriores trazidos do wordpress, que eu não tenho capacidade para alterar o layout. sem falar que eu amo o blogspot.]

Férias, alegria, descanso, despreocupação, certo?
Nãão! Claro que não. Pelo menos não as minhas. Como já foi dito, eu acabo querendo fazer tanta coisa nas férias que fico mais ocupada que no período letivo. Mas, ok, com a vantagem de poder acordar um pouco mais tarde (yey!).
PhotobucketPara facilitar o meu surto, que certamente acontecerá durante essas férias, aqui está a lista de coisa, coisas e mais coisas que eu me programei a fazer:
. ler uma pancada de livros: Fashion Now; Senhor dos Anéis [nerdisse mode on]; Hamlet; Fugitive Cultures; Antropologia da comunicação visual; A comunicação de massa no Brasil;
. trabalhar (rá!);
. escrever;
. terminar de arrumar meu quarto;
. voltar ao meu peso original;
. assistir elizabethtown pela 59ª vez;
. aprender a mecher no corel direito;
. aprender a mecher no photoshop direito;
. organizar todos os meus 50 mil nomes de usuários e senhas em um só lugar;
. descobrir uma professora de dança que dê aulas aqui por perto.

Bom, que eu me lembre, é isso. Se tiver mais coisas eu edito. De qualquer forma, é muita coisa. E eu vou ficar fora por duas das quatro semanas das minhas férias.
Ai, ai, como a vida é bela.

domingo, 6 de julho de 2008

Férias

Porque férias me dão tanta vontade de arrumar as coisas? É só chegar o primeiro dia de férias, mesmo que seja um sábado, que já me dá uma vontade louca de organizar as coisas que eu, tão cuidadosamente, baguncei. Tipo um vício. Aí, depois de arrumar alguma parte do quarto, para, morta de cansaço e com uma pilha enorme de papéis velhões do seu lado. Não sei, acho que isso deve acontecer com tudo mundo.

[/viagem bizarra mode on]

Pode ser algum desejo inconsciente de, oficialmente, terminar algo, alguma fase da vida. A bagunça, ao ser exterminada (rá!), funcionaria como uma chave de ouro? E, quem sabe, permitiria um novo começo no qual, aproveitando-se os passos certos, tentamos não repetir o que aconteceu de errado.

[/viagem bizarra mode off]

Bom, seja lá o que for, isso significa que boa parte do meu quarto tá começando a ficar apresentável. E que eu pretendo ser mais responsável semestre que vem.

Hoje

Cabelo molhado. Ônibus cheio. Relógio contra a minha vontade. Ninguém na sala. Ninguém no hall. Até aí, um dia péssimo. Depois daí, apesar dos pesares, foi bem bom. Encontrei uns gatos pingados, entendi Webber, vi o Delfim. Saí correndo, visitei a TV Horizonte, conversei com um jornalista, custei prá achar o sindicato inutilmente. No Palácio das Artes, visitei a exposição do acervo do Roberto Marinho e uma outra, ‘ Sobre o deslocamento de coisas e gente - Paulo Nazareth’. Ambas muito boas mesmo. A última tinha três galinhas da angola ciscando por lá. Eu fiquei piando (ou latindo?) prá elas, mas elas fugiram. Vi uns livros bem legais também. Depois, vim prá casa e nada mais. Só aproveitando o frio e ouvindo músicas lindas. Agora tenho que ir, a história da Benetton me espera.

Retrospectiva

Há 10 anos:
• Estava na 2ª série
• Ainda tinha sotaque carioca
• Ainda gostava de esportes
• Abreviava todas as palavras do meu caderno e não entendia o que elas queriam dizer depois
• Não sabia mecher no computador

Há 5 anos:
• Estava na 7ª série
• Comecei a gostar de música que presta
• Fiquei mais amiga de uma das pessoas mais importantes prá mim
• Perdi uma das minhas melhores amigas para um chatíssimo lá
• Ganhei o Nick?

Há 2 anos:
• Estava no 2º ano
• Decidi que Jornalismo é o que há
• Fase mega-viciada em Gilmore Girls
• Mudei de casa
• Deixei de ser cabeça-dura e me tornei uma pessoa mais eclética, musicalmente falando

Há 1 ano:
• Estava no 3º ano
• Surtei horrores com o vestibular
• Primeiro e único namoro, marca histórica de um mês
• Conheci muitas pessoas bem legais
• Fiz dança do ventre (saudade!)

Ontem:
• Acordei relativamente cedo, só prá lavar o cabelo
• Fiz algo que pretendia há um mês, mais ou menos
• Me senti ‘a que mora numa cidade praiana’, ao sair na rua
• Estraguei meu celular, titica
• Me diverti horrores chutando o balde (na quinta também, mas isso não vem ao caso. Fazer o 4 é para fracos)

Hoje:
• Encomendei um celular
• Gritei e torci muito durante a corrida
• Fiquei triste por lembrar do Senna
• Escrevi um texto com o Lott, sobre ontem
• Estudei Weber

Sentimentalista

Sentimento, s. m. Ato de sentir; sensibilidade; paixão; pesar.

Saudades, frio, preguiça, sono, medo, estranhamento, alegria, vontade, carinho, inveja, ciúmes, desejo, culpa, fome, sede, cócegas, dor, borboletas no estômago, simpatia, antipatia, curiosidade, arrependimento. Não. Arrependimento não. Nunca.

Faça tudo o que puder, tudo o que quiser, tudo o que pensar em querer.

Onde?

“Gatinho de Cheshire”, começou, bem timidamente, pois não tinha certeza se ele gostaria de ser chamado assim: entretando ele apenas sorriu um pouco mais. , “Acho que ele gostou”, pensou Alice, e continuou. “O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”
“Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.“Não me importo muito para onde…”, retrucou Alice.
“Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.
“…contanto que dê em algum lugar”, Alice completou.
“Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.”
“Alice sentiu que isso não deveria ser negado, então ela tentou outra pergunta.
“Que tipo de gente vive lá?”
“Naquela direção”, o Gato disse, apontando sua pata direita em círculo,” vive o Chapeleiro, e naquela, apontando a outra pata, “vive a Lebre de Março. Visite qualquer um que você queira, os dois são malucos.”
“Mas eu não quero ficar entre gente maluca”, Alice retrucou.
“Oh, você não tem saída”, disse o Gato, “nós somos todos malucos aqui. Eu sou louco. Você é louca.”
“Como você sabe que eu sou louca?”, perguntou Alice.
“Você deve ser”, afirmou o Gato, “ou então não teria vindo para cá.”

Amo, odeio. Não é tudo a mesma coisa?

Eu odeio pessoas.
Eu amo pessoas.
Amo quem me deixa curiosa.
Odeio não poder dizer tudo o que eu queria dizer.
Odeio dizer mais do que eu gostaria de dizer.
Amo abraços, principalmente os apertados.
Amo entrar na vida das pessoas.
Amo saber segredos de pessoas que mal me conhecem.
Odeio falar e não ser ouvida.
Odeio falar para não ser ouvida e ser ouvida.
Amo aquele friozinho na barriga.
Amo pessoas que lutam pelo que querem.
Amo boa educação.
Amo desequilíbrio.
Odeio não poder contar o maldito segredo.
Odeio perceber que o que eu mais queria é que alguém percebesse esse segredo e me ajudasse.
Odeio ter medo de acreditar nas pessoas.
Odeio acreditar e perceber que tudo seria muito, muito mais simples se eu não tivesse acreditado.
Amo meus dias otimistas.
Amo jogos.
Amo ouvir música.
Amo ficar sem fôlego.
Amo ficar rouca.
Amo o cheiro de livros velhos.
Amo reencontros.
Odeio conversas sérias.
Odeio me decepcionar com muito pouco.
Amo meus ímpetos de coragem.
Odeio que o medo de decepcionar contagie a minha coragem.
Odeio que o medo de que tudo acaba contagie a minha coragem.
Odeio ler mais do que as pessoas dizem em suas falas.
Amo meu segredo.
Amo não ter que decidir.
Odeio não perceber que provocações são apenas provocações.
Amo finais de livros.
Odeio perder o controle do que acontece comigo.
Odeio não conseguir distinguir a brincadeira da verdade.
Amo cores muito vivas, intensas.
Amo preto e branco.
Amo ver filmes com quem eu gosto.
Amo declarações inesperadas.
Odeio dizer que odeio tantas coisas.
Amo coisas simples.
Amo coisas impulsivas.
Amo.

Otimismo...

Publicado originalmente no TVLama, mas isso é apenas um detalhe.

Na última quarta cheguei apreensiva para a prova de Fundamentos. Pelo que dizem, a prova que fod* com o RSG de todo mundo. Qual não foi minha surpresa ao receber um alegre convite! Fui chamada para participar da TV Lama, da qual já havia ouvido no famoso Lounge do Lott. Após ler o texto inicial, já pronto, sobre o referido evento, comecei a pensar sobre um assunto para inaugurar minha participação nessa coisa que promete ser um verdadeiro [palavra do delfim], se eu entendi o significado dessa palavra ao longo das aulas de HSM nas quais não invadi o DA de Biblioteconomia (curso que, diga-se de passagem, já pensei em fazer). Então, lembrei-me da palavra de ordem dos meus últimos dias (exceto terça): otimismo.
Sim, otimismo. Taí a chave para o sucesso, meus queridos. Chega de estudar, de se esforçar, chega de tudo! Seja otimista e você vai ser alguém.
Jogue a palavra no oráculo.
O primeiro site é o Otimismo em Rede[http://www.otimismoemrede.com/]. Só o nome já te deixa feliz, mas tudo bem. Em uma plena noite de quarta 237 usuários online. Haja gente desocupada, fazer o que. Há uma frase ridícula, uma homenagem à nova queridinha dos jornais(nada contra ela, mas contra a excessiva cobertura do caso), um local para cadastro de e-mails(só deixe o seu se você estiver muito triste e carente, mas muito mesmo), uma daquelas apresentações ppt e um índice de formas de se obter mensagens otimistas: quadrinhos, vídeos, mais ppts, etc. Em mensagens de otimismo, por exemplo, podemos ver textos muito grandes que eu não nenho paciência de ler. Mas, quem liga, você não precisa disso. Voltemos aos resultados do oráculo.
O segundo site é… o pseudo oráculo: Wikipédia! Eis a definição de lá.
“Otimismo é a disposição para encarar as coisas pelo seu lado positivo e esperar sempre por um desfecho favorável, mesmo em situações muito difíceis. É o oposto de pessimismo.(mentira!…)
A oposição entre otimismo e pessimismo é seguidamente evocada pela ‘charada do copo’: se ele é preenchido com água até a metade de sua capacidade, espera-se que um otimista diga que ele está ‘meio cheio’ e que um pessimista reconheça um copo ‘meio vazio’.”
Pense… seu copo está meio cheio ou meio vazio? Aprenda a enchê-lo. Um guia rápido, aqui e agora.
Levante-se com o pé direito. Ou esquerdo, tanto faz. Isso não interfere.
Dê bom dia ao sol. Ou, se você levantar cedo, como eu, pode dar bom dia ao dia, porque nossa estrela ainda vai estar dormindo. Ô vida boa. Sendo otimista, um dia você também poderá acordar bem tarde, não desista! Deseje também para todo mundo que você encontrar pelo seu caminho. Vão te achar simpático (ou, como ocorre no meu caso, irritante).
Releve os acontecimentos ruins. Se, por exemplo, você quase for assaltada (o) e precisar entrar num carro de desconhecidos, a ponto de ser sequestrada(a) e estuprada(o), pense no lado positivo: você não foi assaltada, nem sequestrada e muito menos estuprada! Sóchegou em casa tremendo que nem vara verde e agora tem medo de sair de casa(mas podia ser pior…)! Se você tomar 4 bolos direito e 5 indiretos, pense: haverão outras oportunidades. Se não puder fazer uma coisa que realmente queris só porque sua identidade não é a original, pense: fazendo outro dia, tudo será melhor planejado e ninguém desmaiará ao seu lado! Se você tomar chuva, dance, nada mais cinematográfico(idiota, mas cinematográfico).
Enalteça os bons. Se ganhar alguma coisa, mesmo que seja um dadinho(bala, pros sem cultura que não conhecem), comomere horrores! Mesmo porque é o melhor doce da tia do doce do terceiro andar, na minha opinião. Dê valor às coisas simples da vicda, por mais que isso pareça título de livro de auto-ajuda. Uma coisa simples pode ter significados estremamente complexos e bonitos. Lembre-se dos elogios que fizerem a você. Jogue na cara de todo mundo aquela única vez que você ganhou na sinuca. É bom, você vai ver.
Cante na rua. Tá, não te a ver, mas é legal cantar na rua.
Enfim, observe sempre o lado positivo de tudo o que acontece com você. Se você, depois disso, não se achar o último passatempo do pacote, não desista! Na pior das hipóteses você não vai ser a(o) chata(o) reclamona(ão) do povo!

Camarada viva a vida mais leve
Não deixe que ela escorregue
Que te cause mais dor

O Fim ou o Início?

- Oi?
- Oi. O que diabos quer aqui?
- Não sei. Incomodar, eu acho. Mas não a você.
- A quem, então? A você mesma?
- Quem sabe. Não seria ruim. Gosto de ser incomodada.
- Mas porque me usa prá isso? Não pode se incomodar sozinha?
- Não. Bom, pelo menos, acho que não. Não tem como.
- Use suas manias. Tire alguma coisa do lugar.
- Não adianta. Não quero. Acho que a coisa é com você.
- …
- Então. Como vai?
- Aonde você quer chegar?
- Não sei. Aonde for.
- Sabe, você não está incomodando tanto. É até divertido.
- Divertido o que?
- Ser incomodado.
- Ah, é? Então eu não estou cumprindo muito bem o meu papel. Ou estou?
- Não sei. Tem escrito em algum lugar que a pessoa não pode se divertir?
- Talvez no dicionário. Mas quem liga? Afinal, quem fez o dicionário? Acho que cada um deveria escrever as definições que acha que cada palavra tem. É ela que importa, no fim.
- Que fim?
- Não sei. O início.
- Início?
- Sim, o fim.

First things first - a não linearidade disso daqui

Fiquei pensando no que escrever aqui. Afinal, o blog de uma futura jornalista deve ser algo com conteúdo, algo como um cartão de visitas. Ou melhor, uma amostra grátis: amostra de como serão seus textos. Mas fuçei um pouco por aí e me convenci da inutilidade de um blog informativo. Já existem tantos! Sem falar que não gosto de amostra grátis, em geral. Elas acabam cumprindo seu papel e te fazendo comprar algo que você não compraria se não tivesse experimentado. Entããão resolvi: esse blog será inútil. Desculpe-me desapontá-lo, caro leitor, mas tudo isso aqui não fará muito sentido para você. Os textos não têm uma linha definida, assim como meus pensamentos não têm uma linha definida. Quer notícias, artigos elaborados sobre temas polêmicos e atuais? Corre, porque aqui não tem, rapá!

Com isso esclarecido…
Até breve.