domingo, 23 de novembro de 2008

o poder de uma agenda.

Caríssimos!

Venho aqui escrever-lhes sobre o maravilhoso poder de organização de uma agenda. Sim, de uma simples agenda. Algo que, em um primeiro momento, pode parecer algo inútil, trabalhoso, ou, até mesmo, chato, mas que torna-se cada vez mais necessário em meu dia-a-dia.

Agendas sempre foram objetos presentes em minha vida, mesmo quando não utilizadas. Sempre tem aquela passoa que te dá uma agenda, na esperança de que você a use. Comigo, não foi diferente. Tenho um sem número de agendas antigas, dos mais variados anos e temas. Escolas também contribuem para isso. Todo ano havia a emoção de receber a agenda, ver como ela era e, claro, como eram os adesivos.

No primeiro ano, sabe-se lá porque, resolvi usar a minha corretamente. Acho que foi culpa do número crescente de deveres e da minha preguiça de olhar todos os cadernos antes de fazê-los. Desde então, passei a anotar tudo: deveres, avaliações, aniversários, trabalhos e, também, coisas triviais, como temas que queria pesquisar e outros tipos de lembretes. Minhas agendas tornaram-se minhas companheiras fiéis, consultadas várias vezes ao dia. Esse hábito saudável se estendeu até o final do terceiro ano, em 2007. Desde as provas do vestibular, não tocava em uma agenda.

Então, no final de 2008, há quase um ano de asbtinência do uso de agendas, comecei a sofrer com sua falta. Aniversários esquecidos, deveres ignorados, trabalhos mal-planejados. E, é claro, a péssima mania de escrever na mão adquirida. Para completar, minha cabeça não andava lá muito boa e não ajudava a lembrar dos compromissos e deveres. Então, eis que uma reflexão após a perda (esquecimento!) de uma reunião fez com que eu enxergasse novamentea beleza e a necessidade desse belo objeto que, há tempos, eu renegava.

Mas o que fazer quando se precisa de uma agenda no final de um ano?Não seria muito sensato comprar algo para fazer uso de apenas 2/12 avos de seu conteúdo. Então, lembrei-me: a agenda dada pela amiga tempos e tempos atrás, sem restrições de ano. Outro ponto positivo: ela começa em setembro, o que minimiza seu desperdício.

Fui às nuvens com minha nova agenda. Ela é linda, colorida e feliz. E me deixa organizada. Desde que a ressucitei, uma semana atrás, não a largo, e somos muito felizes juntas, obrigada.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

diário de uma fanática, parte 3.

O show, ahhhh, o show. Prá mim, começou às 7:10 a.m., hora em que cheguei na porta do Chevrolet Hall, sob uma chuva torrencial nada agradável aos meus cabelos. Na fila, já haviam loucos como eu, com os quais fiquei conversando por um tempo. Depois, decidimos ir à Araújo tirar dinheiro e comprar alimentos para o dia. Ainda chovendo. Nesse momento, os flashes começaram, e não pararam por um bom tempo. A chuva, pelo contrário, deu uma trégua rapidinho.

Ao descobrirmos, com um dos produtores (de bobeira por lá), que a passagem de som seria na parte da tarde, decidimos fazer cartazes espirituosos para a banda. Fomos à Leitura do shopping ao lado e compramos papel cartão, pincel atômico e tinta guache. Momento aula de artes total. Frases como "Tuomas, marry me / The baby is yours", "Anette, marry me / The baby is mine", "Tuomas, you are hot", "Tuolicious" e "Marco, chupa rola grande!" - a única frase que ensinaram prá ele, cujo significado ele alegou desconhecer - foram muito bem escritas e enfeitadas. Um looosho!

Após escrever meu cartaz "Use me", enquanto ajudava a escrever um "Jukka, I love you" - que, diga-se de passagem, ficou sem o you - a van branca chegou. Ela. Eles. Surto. Pessoas loucas e sem noção correram para ela e grudaram no vidro - falta de educação also detected -, assustando a alguns integrantes. a van deu a volta no quarteirão e, esperando que eles entrassem pela escola, dei a volta correndo, aos trancos e barrancos. Não, eles não entraram, e eu voltei correndo para a porta do show. "O André Heller tá ali, olha!" foi respondido por um "Com um Tuomas a menos de cem metros, você acha que eu vou ligar pra essa André sei=lá-o-quê?"da minha parte. E pernas prá que te quero, a entrada não chegava. Mas a van sim. Nessa hora, ignorei a dor sinistra causada pela bota e corri com a minha vida. Cheguei a tempo de vê-los descer, separados da multidão por uma pequena grade. Levantei meus cartazes e gritei, foi o máximo que pude fazer.

Depois, arrumação da fila! Entramos na ordem de chegada, que havia sido previamente anotada pelos primeiros a chegarem. Tentativas de ludibriar os outros, Hidromel e mais chuva. E a expectativa só crescrendo, aumentando exponencialmente. Por fim, às sete horas, os portões foram abertos. Após a revista, corri mais uma vez com minha vida, subi as escadas com a maior atenção a que já pretestei em uma escada, e mais corrida. Cheguei à grade e de lá não sair, até o momento de ir embora. Com o tempo, foi ficando tudo mais apertadinho, o espaço menor. Coloquei meus cartazes na frente e esperei, conversando com uma nova amiga que estava a meus lado.

icas do Nightwish e gritamos "Okay, hey, hey, hey, hey, hey, hey, hey, hye, Okay, hey...", como a vocalista. Ewo, produtor da banda, foi até ver e deu uma de maestro com a gente. O show da Pleiades foi até bem animado. Eu e a Krica enchemos o saco do baixista. Tentamos fazer a banda dar joinha. Foi bacana. Então acabou. E o que viria a seguir? O show, com O maiúsculo. A cada intrumento revelado e afinado, o público ia à loucura. A animação era palpável.

Então, começou. a Intro da música já levou todos à loucura. A cada entrada dos membros da banda, os gritos se renovavam e eram mais altos. Com o início de Bye Bye Beautiful, o Chevrolet pôs-se a cantar. Marco viu o "Use me" e riu horrores Emppu também. O primeiro mostrou-o ao segundo, que disse, com um sinais um pouco. Tuomas deu uma risada sem graça, linda. E eu morri em pé. Então começou Whoever Brings the Night, com explosões de gritos e pessoas cantando. A alegria era visível na banda e no público, a interação, perfeita. Dead to the World tirou todos do chão e fez com que as vozes se esforçassem, cada ver mais, em serem mais altas. Levantei meu cartaz para o Tuomas e virei-o, mostrando a parte sobre o bebê. Marco, na minha frente, riu horrores novamente. The Siren, famosa, arrancou mais pulos e gritos, seguida pela emocionante Amaranth. E então, o momento xuxu do show. The Islander. Luzes baixas, banquinhos no palco. Tuomas, Marco e Anette. Lindo. No meio dela, o vocalista troca seu baixo por um violão, e as pessoas vão ao delírio. Simplesmente maravilhoso.

Em seguida, começou a grande (em tamanho e grandiosidade mesmo) The Poet and the Pendulum. Todos cantaram junto, gritaram, balançaram as mãos. Então, Anette, senta no palco e começa a chorar, até o ponto em que sua voz não é mais audível. O público acredita ser por estar impressionada com o público e grita por seu nome. Mas ela vai embora e não volta mais. Os caras continuam até o fim, com a gallerë e Marco cantando no lugar daquela linda bonequinha de porcelana. após uma rápida conversa, Marco avisa que o set list terá que ser diminuído, pois Anette não mais conseguirá cantar, e inicia While Your Lips Are Still Red, música composta para o filme Lieksä, sem vocais femininos. Eu canto loucamente, canto pela minha vida, com lágrimas nos olhos, o desespero estampado no rosto até o fim do show. Anunciando a última música, começa o cover de Megadeath, Simphony of Destruction, também executada pela banda de abertura. A voz parecia que ia rasgar a garganta, mas tinha que continuar a cantar. Tinha que mostrar aos caras que valeríamos à pena.

Então, o fim. Marco se desculpou imensamente. A tristeza era visível no rosto de todos. Então, se curvaram e se foram. E nós ficamos lá, meio atordoados, como quando se leva uma pancada muito forte na cara. Sem reação. Esperando alguém voltar e dizes "Gotcha!" e voltar a tocar. Mas, claro, isso não aconteceu. Foi explicado que o excesso de gelo seco prejudicara a voz de Anette, e ela não conseguia cantar. A banda, a esse momento, já estava a camnho do hotel, e fãs bestializados e estúpidos vaiaram. Animais irracionais.

Ante esse fim inesperado, reuni-me às pessoas com quem passara os últimos dois dias e, aos poucos, a animação foi voltando. Foram os dois melhores dias da minha vida e o pequeno show havia sido espetacular. Colocou o do Live 'n' Louder no chão. Sem brincadeira, foi maravilhoso e valeu cada centavo pago. E faria tudo de novo. A música do Rappa - péssima referência, maaaas... - não me saía da cabeça. Porque, de fato, valeu à pena.
Valeu à pena.
Set list - Belo Horizonte (10/11/2008):
Intro e Bye Bye Beautiful
Whoever Brings the Night
Dead To The World
The Siren
Amaranth
The Islander
The Poet and the Pendulum
While Your Lips Are Still Red
Symphony Of Destruction (Megadeth Cover)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

diário de uma fanática, parte 2.

Okay!
Cheguei no Hard Rock e tinha uma fila pros sorteados. Segundo o cara de porta, uma fila VIP. Não me senti não, bobaaaaagem! Toda emocionada, esperei na fila que nem uma desesperada. Logo antes de entrar, a famosa neura: e se o ingresso tiver errado? E se alguma coisa der errado? E se, e se... ? Enquanto desenvolvia uma gastrite nervosa no meu estômago, a fila andou, a mulher conferiu meu nome e pôs uma pulseirinha laranja no meu braço. Quase morri! Entrando no Hard Rock, comecei a conversar com um sujeito que conheci na fila, e seus amigos. Tirei umas fotos meio inúteis, dei umas voltinhas e esperei.

Desde o início do primeiro show, percebi que o tempo demoraria muito mais tempo para passar do que o normal. Dito e feito. O primeiro show foi eterno. Quando o segundo começou, não aguentei e fui para um lugar mais na entrada e sentei numa poltrona, conferindo a câmera e os encartes de cds e dvds que havia levado. Enquanto o show de arrastava - tá, as bandas eram bacanas, mas eu não tava lá muito motivada a esperar muito, queria conhecer os Deuses, pô! - um cara sentou-se do meu lado e começamos a conversar sobre a espera eterna. Não, isso não nos fez bem, ababamos mais nervosos efomos para o pé da escada pela qual subiríamos para pegar os autógrafos.

Eis que vejo uma ex-super-amiga, com a qual tinha perdido contato e reencontrado em uma comunidade do Nightwish. E a gellerë da comunidade do orkut. Aí o fanatismo tomou proporções bizarras. Com o início do show do Rosa Ígnea, me senti impelida a assistir a banda, pois já havia ouvido algumas músicas. O show foi mara e, durante Ghost Love Score, cover de Nightwish, ELES chegaram! Aí foi um desespero geral. estavam lá, dao segundo andar, assistindo também. E nos mandando prestar atenção na banda que se apresentava. Acabando a música, fromou-se a fila para subir.

Frio imenso na barriga e curiosidade invadiram o lugar. A cada conhecido que saía, um batahão de perguntas semelhantes: assinou tudo o que queria? tirou fotos? falou com eles? Por as respostas variarem, o medo de não se conseguir o que queria cresceu. Selecionei três encartes de cds e um de dvd. Então, finalmente, subi.

Chegando lá, adivinhem? Outra fila, prá entrar na salinha em que a banda estava. Ai, como brasileiros amam filas. Eu amo filas. Olhadas furtivas pela janelinha e desespero dominaram o ambiente. Então, entrei. E travei. Claro, sou uma anta que trava quando não deve. só sairam alguns "Hi", "I'm ok, but reeeeeeeeeally nervous" e um "Love you guys". Claro, com o Tuomas, travei total. Ele deve ter achado que sou uma idiota completa, sem dúvidas. Anette perguntou como eu estava e me disse para ficar calma. Um xuxu da terra dos xuxus! Tuomas, tímido. Emppu, animado e sorridenta. Jukka, mega-animado. Marco, como não poderia deixar de ser, bebaaaaco. E me cantou, acho. ;D

Sonho realizado, fato.
Saldo final: fotos com toda a banda, autógrafos em três encartes de cd e em um de dvd e em um cartaz promocional do show. Ter visto que todos da banda são de carne, osso e perfeição. E duas palhetas compradas lá embaixo. =)

domingo, 9 de novembro de 2008

diário de uma fanática, parte 1.

Depois de muito, muito tempo, os fãs brasileiros têm a oportunidade de rever a banda Nightwish. Ok, muito, muito tempo para mim, mas, enfim.A turnê do álbum Dark Passion Play já está acontecendo no Brasil, deixando fãs, como a maluca aqui, ensandecidos. O último show em terras brasileiras foi no festival Live 'n Louder, obrigando-me a me deslocar até São Paulo. A turnê atual abarca um número enorme de cidades pelo país, como Rio, Curitiba, Manaus e, yey, Belo Horizonte.

O show de BH será no dia 10, segunda feira, no Chevrolet Hall. No dia 9 - hoje! - 100 fãs terão a honra de participar de uma tarde de autógrafos com a banda. E, adivinhem só, eu sou um desses 100 fãs! A escolha se deu através de um sorteio feito por um número carimbado no ingresso. Eu, que quase nunca tive lá muita sorte, fui sorteada.

Semana passada, foram divulgados os 50 primeiros nomes de quem iria conhecer os deuses. Vi uma Anna Carolina, com dois enes, e o número de um ingresso. Até encontrar o meu, acreditei ser a sortuda, mas acabei descobrindo que não era. Ok, decepção master, meu dia acabou aí. Passei a semana inteira conferindo o site, para ver se divulgavam o resto. Agonia total.

Sexta passada, indo para a fauldade, tive quase um ataque de pânico no ônibus pensando sobre o sorteio. Concluí, por isso, que os felizardos já haviam sido escolhidos. Chagando lá, o site estava fora do ar. Nada ainda no meu e-mail. Ok, respire. Um tempo depois, fui à informática olhar o meu e-mail e o site e, para o meu completo extase, havia um e-mail cujo assuto era "re: promoção". Abri-o eu tive um treco. Havia, de fato, sido sorteada. Prendi o grito, mas todos à minha volta já me olhavam.Ao sair da sala dos computadores, dei um grito enorme e comecei a pular e abraçar mnha amiga. Chegando a onde meu amigos estavam, todos gritaram e pularam comigo, ao ver meu rosto. O resto do meu dia foi seguido por pulos e mais pulos de alegria. Yey, yey, yey!

Desde então, estou super hiper mega master blaster animada e, hoje, conheço os deuses! Depois posto fotos e escrevo sobre como foi. o/

domingo, 2 de novembro de 2008

vício.

Ok, venho fazer um serviço de utilidade pública hoje. Venho aqui ajudar no diagnóstico de um dos maiores vícios da atualidade, muito pior que crack, heroína, maconha ou ácido: a série Twilight (Crepúsculo, em português), de Stephenie Meyer.

Ela é dividida em quatro livros: Twilight, New Moon, Eclipse e Breaking Dawn, e conta a história de Bella, uma garota que se muda para a cidade de Forks, em Washington. Lá, conhece Edward Cullens, que descobre ser um vampiro, e se apaixona por ele. A partir daí, sua vida nunca mais será a mesma. Os livros já são uma febre internacional. Foram vendidas 50 milhões de copías por toso o mundo, 8,5 milhões apenas nos Estados Unidos, e traduzidos para mais de 20 líguas diferentes.

Bom, então vamos ao que interessa. Percebi, recentemente, que estou irremediavelmente vidiada em Twilight e, com base nisso, ajudarei outros a identificarem a mesma situação. Você está locamente viciado (a) em Crepúsculo quando...

... quando perguntado sobre o que estava fazendo trancado em seu quarto por horas, responde algo como 'Conversando com a Bella'.

... procura focos de brilho durante dias ensolarados - algum vampiro pode estar por perto.

... tenta encaixar pessoas conhecidas nas descrições vampíricas do livro.

... pergunta se seus amigos conhecem pessoas muito³ brancas e, ante uma resposta afirmativa, perguntase elas brilham no sol.

... fica feliz com seu desequilíbrio. Quando virar vampiro, acaba mesmo!

... começa a relacionar passagens do livro com sua vida.

... lembra-se de reler um livro que adora, já que a Bella também o está relendo.

... quando começa a chover, começa a sugerir jogos de baseball, mesmo sem saber muito bem como jogar e sem ter coordenação motora para tal.

... quando te perguntam sobre o que quer no café da manhã, logo responde: omelete!

... chama seu amigo, de fome insaciável de lobisomem.

... você planeja visitar Forks.

... quer que seu filho ou filha tenha o nome de alguém da série.

... faz referências aos livros a todo instante, esquecendo-se de que nem todo mundo conhece essa maravilhosa série.

... procura por Volvos e por um Porshe amarelo na rua e, vendo-os, procura os donos.

... passa a não prestar atencção no que veste antes de sair de casa, porque estava ocupada demais lendo livro e não teve tempo e nem se lembrou de escolher roupar que combinassem, já que estava ocupada refletido sobre a última conversa entre Edward e Bella.

... pensa que a única declaração de amor válida é alguma das que Edward faz. Ou alguma que envolva a palavra Edward.

... fica deprimido com a prórpia vida, pois ela não chega aos pés da vida da Bella.

Esses são só alguns. Percebendo mais, edito. =)