quinta-feira, 20 de novembro de 2008

diário de uma fanática, parte 3.

O show, ahhhh, o show. Prá mim, começou às 7:10 a.m., hora em que cheguei na porta do Chevrolet Hall, sob uma chuva torrencial nada agradável aos meus cabelos. Na fila, já haviam loucos como eu, com os quais fiquei conversando por um tempo. Depois, decidimos ir à Araújo tirar dinheiro e comprar alimentos para o dia. Ainda chovendo. Nesse momento, os flashes começaram, e não pararam por um bom tempo. A chuva, pelo contrário, deu uma trégua rapidinho.

Ao descobrirmos, com um dos produtores (de bobeira por lá), que a passagem de som seria na parte da tarde, decidimos fazer cartazes espirituosos para a banda. Fomos à Leitura do shopping ao lado e compramos papel cartão, pincel atômico e tinta guache. Momento aula de artes total. Frases como "Tuomas, marry me / The baby is yours", "Anette, marry me / The baby is mine", "Tuomas, you are hot", "Tuolicious" e "Marco, chupa rola grande!" - a única frase que ensinaram prá ele, cujo significado ele alegou desconhecer - foram muito bem escritas e enfeitadas. Um looosho!

Após escrever meu cartaz "Use me", enquanto ajudava a escrever um "Jukka, I love you" - que, diga-se de passagem, ficou sem o you - a van branca chegou. Ela. Eles. Surto. Pessoas loucas e sem noção correram para ela e grudaram no vidro - falta de educação also detected -, assustando a alguns integrantes. a van deu a volta no quarteirão e, esperando que eles entrassem pela escola, dei a volta correndo, aos trancos e barrancos. Não, eles não entraram, e eu voltei correndo para a porta do show. "O André Heller tá ali, olha!" foi respondido por um "Com um Tuomas a menos de cem metros, você acha que eu vou ligar pra essa André sei=lá-o-quê?"da minha parte. E pernas prá que te quero, a entrada não chegava. Mas a van sim. Nessa hora, ignorei a dor sinistra causada pela bota e corri com a minha vida. Cheguei a tempo de vê-los descer, separados da multidão por uma pequena grade. Levantei meus cartazes e gritei, foi o máximo que pude fazer.

Depois, arrumação da fila! Entramos na ordem de chegada, que havia sido previamente anotada pelos primeiros a chegarem. Tentativas de ludibriar os outros, Hidromel e mais chuva. E a expectativa só crescrendo, aumentando exponencialmente. Por fim, às sete horas, os portões foram abertos. Após a revista, corri mais uma vez com minha vida, subi as escadas com a maior atenção a que já pretestei em uma escada, e mais corrida. Cheguei à grade e de lá não sair, até o momento de ir embora. Com o tempo, foi ficando tudo mais apertadinho, o espaço menor. Coloquei meus cartazes na frente e esperei, conversando com uma nova amiga que estava a meus lado.

icas do Nightwish e gritamos "Okay, hey, hey, hey, hey, hey, hey, hey, hye, Okay, hey...", como a vocalista. Ewo, produtor da banda, foi até ver e deu uma de maestro com a gente. O show da Pleiades foi até bem animado. Eu e a Krica enchemos o saco do baixista. Tentamos fazer a banda dar joinha. Foi bacana. Então acabou. E o que viria a seguir? O show, com O maiúsculo. A cada intrumento revelado e afinado, o público ia à loucura. A animação era palpável.

Então, começou. a Intro da música já levou todos à loucura. A cada entrada dos membros da banda, os gritos se renovavam e eram mais altos. Com o início de Bye Bye Beautiful, o Chevrolet pôs-se a cantar. Marco viu o "Use me" e riu horrores Emppu também. O primeiro mostrou-o ao segundo, que disse, com um sinais um pouco. Tuomas deu uma risada sem graça, linda. E eu morri em pé. Então começou Whoever Brings the Night, com explosões de gritos e pessoas cantando. A alegria era visível na banda e no público, a interação, perfeita. Dead to the World tirou todos do chão e fez com que as vozes se esforçassem, cada ver mais, em serem mais altas. Levantei meu cartaz para o Tuomas e virei-o, mostrando a parte sobre o bebê. Marco, na minha frente, riu horrores novamente. The Siren, famosa, arrancou mais pulos e gritos, seguida pela emocionante Amaranth. E então, o momento xuxu do show. The Islander. Luzes baixas, banquinhos no palco. Tuomas, Marco e Anette. Lindo. No meio dela, o vocalista troca seu baixo por um violão, e as pessoas vão ao delírio. Simplesmente maravilhoso.

Em seguida, começou a grande (em tamanho e grandiosidade mesmo) The Poet and the Pendulum. Todos cantaram junto, gritaram, balançaram as mãos. Então, Anette, senta no palco e começa a chorar, até o ponto em que sua voz não é mais audível. O público acredita ser por estar impressionada com o público e grita por seu nome. Mas ela vai embora e não volta mais. Os caras continuam até o fim, com a gallerë e Marco cantando no lugar daquela linda bonequinha de porcelana. após uma rápida conversa, Marco avisa que o set list terá que ser diminuído, pois Anette não mais conseguirá cantar, e inicia While Your Lips Are Still Red, música composta para o filme Lieksä, sem vocais femininos. Eu canto loucamente, canto pela minha vida, com lágrimas nos olhos, o desespero estampado no rosto até o fim do show. Anunciando a última música, começa o cover de Megadeath, Simphony of Destruction, também executada pela banda de abertura. A voz parecia que ia rasgar a garganta, mas tinha que continuar a cantar. Tinha que mostrar aos caras que valeríamos à pena.

Então, o fim. Marco se desculpou imensamente. A tristeza era visível no rosto de todos. Então, se curvaram e se foram. E nós ficamos lá, meio atordoados, como quando se leva uma pancada muito forte na cara. Sem reação. Esperando alguém voltar e dizes "Gotcha!" e voltar a tocar. Mas, claro, isso não aconteceu. Foi explicado que o excesso de gelo seco prejudicara a voz de Anette, e ela não conseguia cantar. A banda, a esse momento, já estava a camnho do hotel, e fãs bestializados e estúpidos vaiaram. Animais irracionais.

Ante esse fim inesperado, reuni-me às pessoas com quem passara os últimos dois dias e, aos poucos, a animação foi voltando. Foram os dois melhores dias da minha vida e o pequeno show havia sido espetacular. Colocou o do Live 'n' Louder no chão. Sem brincadeira, foi maravilhoso e valeu cada centavo pago. E faria tudo de novo. A música do Rappa - péssima referência, maaaas... - não me saía da cabeça. Porque, de fato, valeu à pena.
Valeu à pena.
Set list - Belo Horizonte (10/11/2008):
Intro e Bye Bye Beautiful
Whoever Brings the Night
Dead To The World
The Siren
Amaranth
The Islander
The Poet and the Pendulum
While Your Lips Are Still Red
Symphony Of Destruction (Megadeth Cover)

Um comentário:

Samantha Rynald disse...

*chora imensamente*
Saudades, Anna... *-*
Colleguë de fila e de grade!!!
Ficou muito bom o seu depo, viu?
Bjus, Krica!!!