quarta-feira, 29 de abril de 2009

E quem aguenta?

"Amiga, senta aqui, deixa eu te contar! Sabe aquele menino que você acha lindo? Então, super rolou aquele clima na festa de ontem e a gente ficou. Porque você não foi? Enfim, deixa prá lá, estava pensando enquanto voltava de Paris, que o vestibular de medicina nem é tão concorrido assim, sabe? Pelas provas que eu já fiz e pelas notas do colégio, eu passo fácil, fácil. Então, nem quero mais estudar não, entende? Abstraí disso. E as suas notas, como estão? Conseguiu recuperar? Ah, depois você me conta, deixa eu te falar de uma crise existencial minha: será que as pessoas gostam tanto de mim porque eu sou bonita, ou porque eu sou, assim, tão legal? Porque, claro, eu sei que sou muito legal, mas acho que elas se aproximam mais pela aparência, sabe? Não sei, estou na dúvida. Vou prá casa pensar, talvez converse com minha psicóloga. Deixa eu ligar pro meu motorista, beijo!"

sábado, 25 de abril de 2009

Susan Boyle.

Ontem, estava assistindo a um programa de índole duvidosa com minha mãe, pela tarde. Me distraí com alguma coisa qualquer e, de repente, minha mãe chama a minha atenção dizendo "Olha isso! Foi dessa mulher que eu te falei!". Como eu não sabia, exatamente, a que minha mãe se referia, resolvi prestar atençao ao programa e...

...conheci Susan Boyle.

- Quem?, você deve estar se perguntando (se for tão desinformada quanto eu era até 24 horas atrás). Susan Boyle é uma cantora amadora de 48 anos da Escócia. Na fase preliminar no programa Britain's Got Talent, Susan cantou a música "I Dreamed a Dream", do musical Os Miseráveis. O vídeo de sua apresentação já teve mais de 100 milhões de exibições no Youtube e teve grande repercussão em jornais e TVs do mundo todo, sem falar nas redes sociais da internet.

Ok, uma grande cantora. E daí? existem várias ótimas cantoras por aí, qual a graça de Susan?
Para começar, Susan não canta profissionalmente. Então, é um grande talento que acaba de ser descoberto. Soma-se a isso seu visual, digamos, ultrapassado. Gordinha, branquela, com um corte de cabelo nada invejável e roupas de senhora, ela foi olhada com descrença e até desprezo antes de soltar sua maravilhosa voz. Depois, recebeu o "maior sim já dado em três anos de programa" de um dos jurados. Ela mora sozinha, possui um gato e nunca foi beijada. Com uma baia auto-estima, só pensou em se inscrever no programa com a morte de sua mãe, que dizia que, quando se inscrevesse, seria a vencedora. A história dessa britânica é mais uma prova do velho ditado "Quem vê cara não vê coração", e nos ensina a "Nunca julgar um livro por sua capa".

Enfim, vejam o vídeo e tirem suas próprias conclusões sobre Susan. Eu vi, aprovei e até chorei no final. Susan, I'm your biggest fan!



Tudo é possível, até o impossível. Que dirá Susan, que vê sua carreira deslanchar quando muitos diriam que ela nunca iria a lugar algum.

P.S.: Sou mais ela do que qualquer pirralho com cara de Leonardo que acha que é gente grande por aí. E tenho dito.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

o lado glam e o lado trash dos 30.

Já construí muitas teorias sobre como estaria aos 30 anos. Em uma delas, estaria casada com um músico perfeito - meu lado groupie falando alto -, que escreveria letras lindas sobre o nosso amor. Em outra, era uma jornalista conceituada e independente, que escreveria para as mais importantes publicações da moda e da música. Em outra, seria uma dançarina de dança do ventre famosíssima com direito a temporadas em Dubai. Ainda há a possibilidade de ser descoberta como modelo de mãos e fechar um contrato bilionário com uma grande fabricante de esmaltes.
Acho que, no futuro, serei um pouco de tudo isso. Talvez não seja modelo de mãos, desisti desse sonho quando descobri que estalar dedos deixa as mãos feias; dos tac-tacs que meus ossos fazem, eu não abro mão! Além disso, não tenho dúvidas de que estarei cheia de responsabilidades nas minhas costas. Contas a pagar, trabalhos que invadem as madrugadas, falta de tempo para as pessoas de quem gosto, cocô de cachorro para limpar e mais mil outros deveres inadiáveis. Mas qual seria a graça se tudo fosse fácil? Que venham os 30!

[pauta para o site: O que você faria se acordasse e já estivesse com 30 anos?]

favor não mexer no meu passado. grata.

Se pudesse voltar ao passado, não acho que faria grandes mudanças na minha vida. Na verdade, nem grandes, nem pequenas. Bem ou mal, todas as minhas experiências passadas ajudaram a formar o que sou hoje. Todas as alegrias, dificuldades, brigas, enfim, todos os acontecimentos da minha vida fariam falta hoje, se modificados. Mesmo as situações mais pequenas poderiam ter consequências na minha personalidade atual, se fossem diferentes.
As discussões que tive com pessoas queridas, por exemplo, me ajudaram a conhecê-las melhor, e vice versa. Sem as decepções que já tive, seria uma pessoa muito mais fraca, muito mais chorona. Se me impedisse de roubar aquele espelhinho, quando ainda estava no pré, o fato não teriam me marcado tanto, tornando o meu senso de justiça menos rígido. Hoje, eu poderia estar roubando, estar matando - por conta de um espelhinho!
Pensando bem, talvez levasse o resultado da mega-sena para o passado, porque ninguém é de ferro, não é mesmo?

terça-feira, 14 de abril de 2009

psicologia inversa.

Quando o chato te pedir para voltar, concorde, mas antes diga que ele é uma coisinha muito cute-cute, um xuxuzinho, um docinho de abóbora caramelado com cereja em cima. Depois, fale que quer se casar logo e morar na casa de seus pais. Isso mesmo, com a sogra que ele tanto odeia. Lá, você vai colocar em pratica todos os dotes culinários que Deus não te deu: miojo todos os dias, no café da manhã, almoço e jantar. Diga também que quer fazer uma tatuagem: "Fulaninho e fulaninha forévis no my heart" - isso mesmo, com os nomes no diminutivo. Em seguida, fale que quer ir ao shopping para vocês começarem a montar o enxoval rosa purpurinado. Não se esqueça de planejar uma cama para o Frufru, pitbull raivoso que sua prima gentilmente cedeu ao casal e que dormirá no quarto com vocês. Deixe claro também que ele cuidará de todas as tarefas da casa, pois você não pode estragar suas unhas. Ele terá que lavar, passar, cozinhar, dar banho no Frufru, e por aí vai. Como golpe final, avise-o que está grávida de alguém que ele odeie muito, mas que aposta que os dois se darão muito bem cuidando da criança. Se ele ainda não tiver fugido ou desmaiado, corra. Faça suas malas e mude-se imediatamente para o Marrocos, sem deixar pistas. Não se esqueça de se inscrever no serviço de proteção a vítimas perseguidas e reinicie sua vida do outro lado do oceano.

domingo, 5 de abril de 2009

obrigada por poder aprender.

Sempre tive professores muito bons. Com eles, aprendi muitas coisas que não aprenderia no convívio familiar. Foram eles que me estimularam a me jogar em lugares encantados da literatura, compreender melhor o mundo através de números e equações, a descobrir um passado que não existia nem em meus sonhos mais delirantes. O que seria de mim sem todas as palavras que sempre fervilharam em minha mente, sem as contas inacabáveis que tornaram meu raciocínio muito mais rápido, sem saber as leis que regem o comportamento do homem e de tudo à sua volta? Seria uma grande interrogação, incapaz de responder a mim mesma, mas, ao mesmo tempo, esperando por uma resposta. Esperando por um professor.
Mesmo assim, já vi muitos casos de agressão a professores. Vi alunos muito desrespeitosos, vi professores muito ofendidos. Algumas pessoas simplesmente não veem o quanto esses profissionais se desdobram para cumprirem seus papéis de educadores. Agridem seus professores desnecessariamente, sem ver que não crescemos sozinhos, mas com a ajuda de outros que sabem mais e desejam compartilhar esse conhecimento. O aluno deve, ao menos, respeito e gratidão por quem se propõe a ensiná-lo. Uma questão de bom senso.

[pauta para a revista: Mais respeito aos professores?]

quarta-feira, 1 de abril de 2009

obrigada Lorelai.

Meu herói, na verdade, é uma heroína. Ela esteve presente na parte mais crítica da minha adolescência e, tenho que confessar, acabei puxando muitos traços de comportamento dela. Sem mais delongas e suspenses: minha heroína é... Lorelai Gilmore! Lorelai não é apenas uma personagem da série Gilmore Girls, ela é um estilo de vida! Viciada em café e junk food; um desastre na cozinha; um senso de humor rápido e inteligente; referências pop para qualquer situação; mais palavras por minuto do que é considerado humanamente possível; ótimo gosto para livros e filmes; sente cheiro deneve antes dela cair; enfim, milhares de outras coisinhas que a fazem essa pessoa única, louca e apaixonante. A cada episódio novo, eu aprendia um pouquinho mais sobre essa mulher incrível e queria ser como ela. Não admiro só os parafusos a menos, mas também sua coragem, sua determinação e sua visão sempre positiva das coisas (exceto quabdo o café acabava; mas, aí, não tem como ser feliz, né?). E foi isso que eu lever dela, com o fim da série: bom humor, otimismo e coragem para não desistir do que quero e vou conseguir.

[pauta para o site: Quem é seu herói?]