quinta-feira, 16 de outubro de 2008

indie 08

Minha experiência anterior relacionada ao festival era meio controversa. Ainda que tivesse grandes expectativas e esperasse ansiosamente pela época em que ele acontecia, a lembrança do primeiro e derradeiro filme assistido, dois anos, ainda me assustava um pouco. Uma grande decepção.

Ignorando o retrospecto infeliz, e alegrei novamente com a chegada do Indie 2008. Planejei horários, organizei os filmes que queria assistir, convidei amigos. Foi assim que conheci os filmes avaliados a seguir.

O local, inteiramente novo para mim. O Usina Unibanco de Cinema me pareceu, à primeira vista, um local agradabilíssimo, do qual não pretendo me ausentar por muito tempo. O clima aconchegante, as pessoas incomuns e as salas diferentes d cinema de shopping a que fui sendo acostumada me chamam de volta. Amei.

Como Ser (How To Be, Oliver Irving, Reino Unido, 2008)
Impossível não simpatizar com Art e ver nele nossos próprios defeitos.
Impossível não gargalhar a cada aparição do Dr. Levi Ellington.
Impossível não querer bater no amigo agorafóbico de Art.
Impossível não torcer para que ele resolva seus problemas.
Impossível não pensar sobre como você está vivendo no fim do filme.
Impossível não gostar.

Quem Me Amar Me Siga (Qui m'Aime me Suive, Benoît Cohen, França, 2006) Maxime Maréchal tornou-se o oposto do que queria quando jovem. Um médico de carreira sólida e vida rotineira. Ao dar-se conta disso, vai em busca de um sonho antigo: ser músico. Chama dois amigos e uma cantora que conhece em um bar e juntos, fazem músicas incríveis. Mesmo se a história fosse ruim, as músicas salvaria. Mas não é. Filme e trilha unem-se em uma composição belíssima. Definitivamente um dos melhores desta edição.

Rio (River, Mark Wihak, Canadá, 2007) Stan e Roz conhecem-se em um café e constróem uma forte amizade. Ele, um escritor que tenta terminar seu romance e prega poemas pelas ruas da cidade. Ela, frustrada em seu emprego e apaixonada com fotografias. Ao entrarem na vida do outro, acabam por se tornarem indispensáveis e inseparáveis. Um filme muito, muito bonito. As imagens são impressionantes também.

Choking Man (Idem, Steve Barron, EUA, 2006) Uma lanchonete frequentada por imigrantes no subúrbio de NY. Atendentes das mais diversas origens. Jorge, lavador de pratos, imigrante equatoriano e tímido. Acaba se deixando gostar de Amy, a garçonete chinesa, mas não tem a coragem de tomar grandes iniciativas e vencer a concorrência. Em sua frente, todos os dias, está um cartaz com os procedimentos no caso de se deparar com uma vítima de engasgo. Conselhos de um colega de quarto muito estranho enchem a cabeça de Jorge, um reflexo de nossas próprias consciências. Desenhos encantadores ao longo do filme completam esta película interessantíssima.

Você Acha Que Me Conhece Realmente: A História de Gary Wilson (You Think You Really Know Me: The Gary Wilson Story, Michael Wolk, EUA, 2005) Gary Wilson foi e sempre será uma lenda musical. Seu trabalho, extremamente inusitado. Um jazz/rock/colagem nada convencional, maximizado por figurinos, no mínimo, alternativos, como roupas íntimas ou fitas. Um desaparecimento que não deixou pistas para seus fãs e sua volta recente, mostrando que o álbum You Think You Really Know Me, de 1977, não foi esquecido no passado pelo público.

Férias (Ferien, Thomas Arslan, Alemanha, 2007)
Férias em uma casa de campo ao norte de Berlim e uma família em conflito são os principais elementos desta película. Um casamento acabado, um namoro em sua primeira crise, uma mãe que, mesmo casada, ainda acredita na volta do ex-marido e uma avó adoecida unem-se durante um descanso que vai pelas cucuias. O que reina é o estresse, fora do controle dos membros dessa família despedaçada. Uma história muito boa e cenas maravilhosas.

É, definitivamente a primeira impressão, que tive no Indie 2006, foi completamente apagada da minha memória.

2 comentários:

Brunín...® disse...

É... como eu não fui, nem vou poder falar nada, mas pelo que vocês falaram foi muito bom mesmo... eu queria ter visto o palma branca (acho que é esse o nome), parecia ser muito bom!!!

H. R. Silva disse...

Nossa, realmente, o indie foi muito bom mesmo. Que bom que você apagou suas memórias ruins! Ano que vem tem mais! \o/ Tem filmes que eu não vi e queria muito ter visto... tipo o Rio.. estou frustrado mesmo por ter saído da sala... aff.
Mas mesmo assim teve alguns que e vc não... todos foram bons, alguns mais outros menos:
Bangalô;
Como ser;
Quem amar me siga;
Choking Man;
O último dos loucos;
Férias;
Ato de violência;

P.S.: é franguinho, devia ter ido msm! hauahuaha