domingo, 30 de agosto de 2009

Se joga!

Paixão de amigo é uma coisa complicada. Se for entre melhores amigos, então, nem se fala. Sempre rola a dúvida: pode ser apenas que vocês estejam confundindo as coisas, pode ser que seja de verdade. Como em qualquer outra paixão, você tem que se jogar sem ter muita certeza do que vai acontecer. Se não fosse assim, qual seria a graça, de onde viriam as borboletas que insistem em bagunçar seu estômago?
"E se eu perder meu amigo?", qualquer pessoa normal se pergunta. Pode ser uma visão idealizada dos sentimentos, mas se a amizade for forte mesmo, ela vai sobreviver se a pegação não for prá frente. Contanto que nenhum dos dois faça algo incrivelmente estúpido e que os dois estejam de acordo que não dá mais, ainda existe aquela luzinha no fim do túnel para a amizade. Se não sobreviver, é porque talvez vocês não fossem tão amigos assim.

[pauta para o site: e se seu melhor amigo se apaixonar por você?]

sábado, 29 de agosto de 2009

Quanto tempo, hein?


Então que eu tirei férias do blog e não avisei ninguém. Também, pudera, essas férias não foram voluntárias! Vejamos, a última postagem aqui é do dia 03/08. Nessa época, o estágio apertou, porque era fechamento da Revista do Manuelzão, e a CRIA (empresa júnior) não deu sossego. Depois, vieram as aulas, sem que as atividades extra curricilares desses descanso. Acabei deixando o blog sem perceber.
Daí uma amiga minha chegou de viagem e me perguntou do meu blog. Ninguém me fazia essa pergunta havia um bom tempo, e eu percebi o quão relapsa, irresponsável e incompetente eu estava sendo, deixando isso aqui deixado às traças virtuais.
Mas meus problemas acabaram! Estou desenvolvendo a super-mega-hiper-master-blaster-uber-campanha "Férias involuntárias não! Queremos nossa libertação!" A garota propaganda sou eu, e vai funcionar tudo no boca-a-boca. Assim que eu conseguir mais adeptos, vamos atuar em nível estadual e, em breve, nacional. Conquistando o Brasil, partirems para a América Latina e - porque não? - para o mundo! E, se existirem outras planetas, vamos expandir nossos ideais prá lá também! O sucesso está à frente!
Ficou séculos sem atualizar seu blog por conta daquela prova de matemática que você nem foi bem? Seu estágio te impede de postar, ou de adiar voluntariamente suas postagens? Inspire-se no meu exemplo, quebre os grillões que te prendem e poste! Você pode, você consegue! É só acreditar! E não deixe de mandar seu depoimento bem sucedido de como a campanha mudou a sua vida.
Fique atento aos passos dessa campanha e faça a sua parte!

P.S.: sou o primeiro exemplo bem sucedido do movimento: eu voltei, e Robertinho me apóia!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Meus bons irmãos.

Eu tive muitos irmãos. Muitos mesmo. Coisa de dez, quinze pequenas criaturas. A gente bricava de um tudo: pique-pega, esconde esconde, trilhas perigosíssimas pela sala de televisão, Barbie (sim, meus irãos gostavam de bonecas), escola, casinha, desenhávamos juntos, enfim, de tudo o que uma criança saudável gosta de brincar. Mas eles só apareciam quando eu os chamava. Quando alguém chegava, rapidamente saíam de vista. Seus nomes variavam de acordo com o tom da brincadeira - ou não variavam, eram tantos que eu posso simplesmente tê-los confundido! As nossas brincadeiras nunca acabavam em briga, eles sempre se entendiam comigo. Era uma harmonia total. Com o tempo, fui ficando mais velha. E, com o tempo, eles foram parando de aparecer para brincar comigo. Cada vez menos pessoas na roda. Até que um dia, sumiram todas. Nem uma palavra sequer de despedida. Nesse dia, a certeza: eu havia crescido, deixado a criança filha única para trás, e, com ela, a fantasia de uma multidão de pequenos seres que moravam e brincavam comigo na hora que quisesse.

[pauta para o site: papo entre irmãos.]