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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Das coisas que aprendi com a gripe suína.

Com o surto de gripe suína, não apenas a vida dos mexicanos, mas a minha também, virou de pnta cabeça. A hipocondríaca em mim entrou em pânicoa com a chegada dos casos suspeitos ao Brasil. Com a confirmação, ontem, de quatro casos, quase tive um siricotico.

Desde que atingimos o nível 4 - em 6 - na gravidade do vírus H1N1, comecei a dar atenção aos 30.947 conselhos diários que meus pais me davam. Passei a ter medo de espirros e ficava um pouco amedrontada ao passar em frente ao Hospital das Clínicas, onde estão isoladas os suspeitos de Belo Horizonte.

Quando estava ficando calma, sem medo de ser infectada ao sair de casa, foi anunciado pela OMC que já estávamos no nível 5 - de 6, eu repito! As ruas no México estavam vazias. Mais casos surgiam a cada noticiário. E, então, acabou minha semana de folga: tive que voltar vara o estágio - adivinhem - ao lado da área isolada para os casos suspeitos.

De lá prá cá, tenho estado em total alerta. Alerta, não. Pânico, desespero, e por aí vai. Quando alguém espirra, paro de respirar pelo maior tempo possível. Fico vermelha, roxa, azul, mas me seguro: e se o vírus estiver por ali, dando sopa? Também lavo as mãos a todo tempo e evito cumprimentas as pessoas - o vírus passa cinco dias incubado, e se a pessoa pegou o vírus de um mexicano com o qual esbarrou na rua? E se a pessoa for mexicana?

Pelo sim, pelo não, vou comprar uma máscara hoje e começar a usá-la imediatamemnte. Afinal, nunca se sabe se aquele cachorro fofo da sua tia não virou playground do vírus!